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Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, filho de um negociante português do mesmo nome de D. Maria de Santana Leite Sampaio, nasceu em Laranjeiras, localidade da então Província de Sergipe, no dia 1º de Fevereiro de 1834, e desencarnou no Rio de Janeiro a 10 de Outubro de 1895. Era alto, louro, pálido, olhos azuis, encovados e muito expressivos, cabelos crescidos e atirados para trás, descobrindo-lhe a fronte iluminada pelo talento e pela inspiração. Fisionomia romântica e extremamente simpática.
Foi jurisconsulto, magistrado, político, alto funcionário público, jornalista, literato, renomado poeta lírico e excelente médium espírita.
Tendo principiado seus estudos de direito na Faculdade do Recife, continuou-os na Academia de São Paulo (atual Faculdade de Direito). Interrompeu, em 1856, o seu curso acadêmico para acudir os conterrâneos enfermos, por ocasião da epidemia de cólera-morbo. Por esses serviços, a que se entregou desinteressadamente, foi condecorado pelo Governo Imperial com a Ordem da Rosa, que não aceitou por ser incompatível com suas idéias políticas.
Bacharelando-se em 1859, Bittencourt Sampaio exerceu a promotoria pública em Itabaiana e Laranjeiras, em 1860-1861, trabalhando ainda como inspetor do distrito literário na primeira dessas comarcas. Em Março de 1861, retirou-se da Província de Sergipe, vindo para a antiga Corte do Rio de Janeiro, onde abriu banca de advogado, que freqüentou por muitos anos.
Militando na política, filiou-se ao partido liberal. Eleito, pela sua província, deputado à Assembléia Geral Legislativa, nas legislaturas de 1864-1866 e 1867-1870, foi nesse último período, Presidente do Espírito Santo, nomeado por carta imperial de 29 de setembro de 1867, cargo que exerceu até 26 de abril de 1868, para voltar ao desempenho do mandato legislativo na Corte.
Em 1870, abraçando as idéias republicanas, desligou-se do partido a que pertencia e fez-se ardoroso propagandista da República. Nessa qualidade, assinou o célebre Manifesto de 03 de Dezembro de 1870, que tão larga repercussão teve, tornando-se importantíssimo documento histórico. Como político, colaborou ativamente em “A Reforma”, órgão do Partido Liberal da Corte e em algumas folhas mais, entre elas “A República”, da qual era um dos redatores.
Foi um dos fundadores do Partido Republicano Federal em 13 de Janeiro de 1873.
Não se sabe quando ele entrou para o Espiritismo, mas em 02 de Agosto de 1873 já fazia parte da Diretoria do “Grupo Confúcio”, primeira sociedade espírita surgida em terras cariocas. Lá desenvolveu sua mediunidade receitista, curando muitos doentes com remédios homeopatas. Bittencourt Sampaio foi atraído ao Espiritismo pelos fenômenos, assunto este que estudou profundamente, mas foi a parte moral que mais impressionou o poeta-filósofo.
Funda, em 1876, a Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, presidindo-lhe os trabalhos, nos quais era parte importante o estudo dos Evangelhos à luz do Espiritismo.
Fundado em 1880, o Grupo Espírita Fraternidade, a ele Bittencourt Sampaio também empresta sua valiosa colaboração.
Declara o “Reformador” de 15 de Outubro de 1895 que Bittencourt Sampaio se preparava para escrever a “Divina Tragédia do Gólgota”, quando, fruto maduro, foi colhido pela mão do celeste jardineiro.
Depois de sua desencarnação, o espírito de Bittencourt Sampaio escreveu, pelo médium Frederico Júnior, as seguintes obras: “Jesus perante a Cristandade”, “De Jesus para as crianças” e “Do Calvário ao Apocalipse”.

Livro:Grandes Espíritas do Brasil
Autor: Zêus Wantuil
Editora: Federação Espírita Brasileira

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